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Do olhar vazio

Quando não ficam cheios daquilo que buscam, os olhares restam vazios. Ocos como as caixas de presentes esvaziadas, como as almas desamadas. Tantas coisas que até rimam.
Não importa. Há olhares vazios.
Ficam assim quando percorrem inutilmente o espaço e nada encontram senão neutralidades e indiferenças.
Detesto olhares vazios.
Atrás de um olhar vazio há sempre uma incompetência.
Porque não se trata nunca de buscar.
A gente não busca, ora!
A gente encontra.

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