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Porque eu não sei

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 Quem sabe se com linhas menos densas, cores mais leves, cortinas bem abertas, quem sabe? Quem sabe se com essas alterações tudo isso não funciona como deveria e, finalmente, te prestas a vir e a ver as flores que eu crio para o teu olhar. Quem sabe? Te prestas a espiar pela janela, a entrar aqui com o vento, com a luz, com algum som quase rotineiro que me soe familiar. Quem sabe, porque eu não sei. 

Jeito de Sábado

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 Para que o sábado tenha jeito de sábado: com sol e com flores.

Sem ressentimentos

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 Flores removidas dos vasos e gavetas esvaziadas: sem ressentimentos.

Tempestade

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 Uma tempestade de azuis que se precipitam violentamente sobre um céu amarelo. Só para perverter o regime cromático, só para brincar com as cores, só para ver nascer o verde dessa disputa gratuita e inesperada. 

Lugar Nenhum

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 Olhando assim, faço de conta que é a lua iluminando uma paisagem que fica em lugar nenhum. 

Apenas uma aquarela

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 Pinceladas a esmo, brinquedo, cores puras, cores misturadas, pigmento, água, luzes. Abstração. Mas me ocorre súbito a canção daquela rua que, se fosse minha, eu mandava cravejar com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante para o meu, para o meu amor passar. Depois me dou conta de que não há rua, nem brilhantes nem mais amor pra passar. Que é apenas uma aquarela. Nada mais.

Não diria nada, se eu fosse você

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 Faria com que o silêncio falasse por mim.