Quem sabe se com linhas menos densas, cores mais leves, cortinas bem abertas, quem sabe? Quem sabe se com essas alterações tudo isso não funciona como deveria e, finalmente, te prestas a vir e a ver as flores que eu crio para o teu olhar. Quem sabe? Te prestas a espiar pela janela, a entrar aqui com o vento, com a luz, com algum som quase rotineiro que me soe familiar. Quem sabe, porque eu não sei.
Eu não levaria tão a sério. Mas, em parte, merece aparecer por aqui esse acidente fotográfico que fideliza uma realidade indiscutível e, mesmo assim, absurda. Portanto, eis um fantasma plasmado. Um fantasma clássico, do tempo dos lençóis esvoaçantes, dos ambientes sinistros, das luzes incertas. Ele parece andar por corredores embaralhados. Flutuante. Leve. Assombroso. Assombrado. Assombração.

Sempre gostei da janela..
ResponderExcluirSó agora vi que alguém passou por essa janela.
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