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olhares próprios, olhares alheios

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 Olhar, olhares, próprios e alheios. É a ciranda das trocas. Porque daqui também se vê, reflexo seu na vitrine, reflexo meu no que vês. 

Se

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 Fosse uma carta, seria

Nostalgia

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 Indefinível nostalgia.

Justificativa

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 Cor demais. E nunca é o bastante. Parece que estou longe da leveza, das elegantes transparências que fazem de uma aquarela algo suave e sofisticado. Minhas aquarelas são brutas. Coloridas demais. Fortes demais. Imagino que a culpa disso seja do diluente que tenho usado nos pigmentos. Eu deveria usar água. Lágrimas deixam as cores excessivamente marcantes. Indiscretas. 

Cumplicidade

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 Intimidade? Penso que tomar café com alguém sugere sempre alguma cumplicidade. O café pressupõe um rito. Café deveria ser a bebida social por excelência, além de ser assim... bebida de gente adulta, muito mais que alcoólicos em geral. Café é tão civilizado! Além disso, requer habilidades especiais, o domínio de uma técnica, sem falar no refinamento do paladar. Desconfio muito de quem não gosta de café. Desconfio, sim, profundamente.

Assim como eu

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 Não por nada. É para o teu olhar que tomei das cores e as misturei bem coloridas, perdidas no vazio do suporte e, assim como eu, à espera de um sentido.

Indiferente

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 Quando não faz diferença chegar ou partir, porque se mora em si.