Faz tempo que fiz e nem lembrava. É cidade, sim, porque tem casas, portas, janelas, ruas e telhados. Há céu, fundo e poças d'água. Há gente também, mas se esconderam, fugiram ou não existem mais.
Apenas dias passados, que ficam enfileirados na agenda, anotados com discrição. Mas desses, sempre esses vazios, sorridentes. Só contas, prazos e preocupações. E nem voltei mais aqui, porque não havia o que fazer. Só hoje, florescer.
Simples como entregar-se ao ato de existir passivamente em meio a gente que se faz e se desfaz, tragados pelo tempo, pela pressa, pelo movimento, pelo descarte. Dados objetivos submetidos ao olhar que só vê o que for preciso. Mais nada.