De que adiantam tantos propósitos e intenções? Os pés no chão buscam a pedra segura, a areia quente. O resto se abstrai, recolhe-se à secundariedade do que não vem mais ao caso.
O desânimo é uma carcaça no deserto repleta de ocos e de ecos. Uma cornucópia que se encheu de vazio. Orgulho hipócrita do que se vangloria daquilo que simula ter. Um buraco no ânimo, um vazio de alma, um oco de pensamento, um eco de voz. Mais nada.
Ah, mas não há nada melhor do que ficar sozinha escrevendo que Solidão Incomoda , em plena noite de 31 de dezembro, e depois colher os frutos dessa lida solitária e plena.
Não às 5h00 necessariamente. Necessariamente, não. É preciso, contudo, que haja cumplicidade, e que a bebida seja mera desculpa para a intimidade. Se houver bolo, ótimo. Se houver sequilhos e amanteigados, geleia (de damasco), conversas, reticências e aquele clima, melhor ainda.
O adorável vampiro dos Campos Elíseos conquista corações. Pena a vizinhança desagradável... Veja em: https://nadamaisdoqueideias.blogspot.com/2019/09/o-vampiro-dos-campos-eliseos.html , agora com estas ilustrações.
De ouvir dizer ainda criança que margaridas eram simples demais. Comparadas a rosas e a orquídeas, naturalmente. Presentear alguém com margaridas seria quase uma gafe. Quanto mais que não cheiravam bem. Ao que me lembro, sabiam a mel. Seja como for, as margaridas têm lá a sua beleza.