Penso sempre nos desacertos que cometi: quem sabe? Única explicação que encontro para continuar insistindo nesses enigmas, nelas janelas e gavetas. Talvez porque haja ainda o que descobrir além de nossa morada e o que recolher e engavetar: os salvados à matéria vital.
O cotidiano não pode ser elaborado. Ele é simples, seja quando tem pressa, seja quando se espreguiça. Se algo acontece, está além da janela, como a luz, como o vento, como os verdes e os azuis; do lado de dentro, a inútil espera: não vais voltar.
Para que tenhas um dia melhor, caso apareças por aqui. Não precisas dizer nada. E podes colher essas flores vermelhas, que são eternas como a luz que as capturou.