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Apressadas

Nasceram assim, tão apressadas. Verdadeiramente improvisadas. Porque era preciso fazer alguma coisa, preencher o vazio dos dias, das ideias, da vontade de criar. Que há dias que são todos vividos para os outros, para todos esses demais que estão por aí no mundo. Então, quando se pode esvaziar os olhos e os ouvidos do resto do mundo, é ainda necessário esperar um pouco, até que a última sombra se afaste. Enfim, a solidão. Os dias em casa reservados ao culto do pensamento. Ao culto de si, do habitat daquilo que é intimo.

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Fantasma

 Eu não levaria tão a sério. Mas, em parte, merece aparecer por aqui esse acidente fotográfico que fideliza uma realidade indiscutível e, mesmo assim, absurda. Portanto, eis um fantasma plasmado. Um fantasma clássico, do tempo dos lençóis esvoaçantes, dos ambientes sinistros, das luzes incertas. Ele parece andar por corredores embaralhados. Flutuante. Leve. Assombroso. Assombrado. Assombração.

Autorretrato

 Aquarela de luz que dispensa água e pinceis. Meu reflexo no vidro enquanto fotografava esta fotografia que depois transformei em outra coisa que continua sendo a mesma coisa só que diferentemente do que vinha sendo até então. Porque eu brinco até de seriedade. Faz de conta. 

A Alma da Planta

 Que sem querer acabou vindo parar aqui.