Queria muito encontrar o fundamento dos tons rosados. Essa
cor instigante, sempre mais ou menos à beira dos vermelhos, mas mantendo total
fidelidade aos imaculados brancos. Misturas mágicas que, vindo do fundo, penetram
formas incertas, em metamorfose de orquídeas, e contaminam nossa imaginação com
sua trêmula suavidade.
Eu não levaria tão a sério. Mas, em parte, merece aparecer por aqui esse acidente fotográfico que fideliza uma realidade indiscutível e, mesmo assim, absurda. Portanto, eis um fantasma plasmado. Um fantasma clássico, do tempo dos lençóis esvoaçantes, dos ambientes sinistros, das luzes incertas. Ele parece andar por corredores embaralhados. Flutuante. Leve. Assombroso. Assombrado. Assombração.

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