Quando tudo acontece furiosamente, o que está na frente é ultrapassado pelo que está atrás. Como na vida, quando o passado atropela o futuro. Nossa existência é pensada no tempo e no espaço. Tributários dessa prisão dimensional, nosso horizonte é o de uma consciência de si, que a memória ora atormenta, ora ameniza, e que a morte ora consola, ora aterroriza. Humanidades à parte, não admira termos criado tantos deuses e tantos heróis.
Eu não levaria tão a sério. Mas, em parte, merece aparecer por aqui esse acidente fotográfico que fideliza uma realidade indiscutível e, mesmo assim, absurda. Portanto, eis um fantasma plasmado. Um fantasma clássico, do tempo dos lençóis esvoaçantes, dos ambientes sinistros, das luzes incertas. Ele parece andar por corredores embaralhados. Flutuante. Leve. Assombroso. Assombrado. Assombração.

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