De florais e poesias


 E foi assim que eu desordenei o sentido das linhas, para que o fundo não pudesse influir muito na forma. Mas não é o caso. O desenho é sempre o que é, nunca o que seria. No caso, o que me parece importante é que a forma se faz sustentar pelo reflexo, e gosto disso, porque assim se praticam os impossíveis. De resto, meus azuis plenos entre roxos e lilases, ligeiramente rosados, discretamente dourados. Concluído o desenho, tornado luz agora, penso que se o tivesses visto talvez não te agradasse. Nunca soube bem o que preferias e, no fundo, imagino que,  não apreciando poesia, talvez não tivesses também gosto pelos florais. Não sei. Nunca soube e, agora, nunca saberei.

Comentários

Mais Visitadas

Juro

Existencialmente só

Florescer

Autorretrato

Café