Fizeram-se vermelhas. Porque não controlo nada do que se pinta diante dos meus olhos. E sei bem que, ainda que eu pensasse que seriam margaridas, surgiram-me essas outras até melhores por sinal. E no fim, depois de aquietados pinceis e tintas, depois que tudo se deu por pronto, eu olho para poder ver e adivinhar a que vieram mais essas flores afinal.
Eu não levaria tão a sério. Mas, em parte, merece aparecer por aqui esse acidente fotográfico que fideliza uma realidade indiscutível e, mesmo assim, absurda. Portanto, eis um fantasma plasmado. Um fantasma clássico, do tempo dos lençóis esvoaçantes, dos ambientes sinistros, das luzes incertas. Ele parece andar por corredores embaralhados. Flutuante. Leve. Assombroso. Assombrado. Assombração.

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