Flores. Porque já tive jardins um dia. E neles havia fadas e formigas, abelhas às vezes, e mesmo assustadoras minhocas. Havia até flores nos meus jardins, e tantos mistérios indizíveis e inconfessáveis, milagres que transformavam sementinhas em brotos e brotos em plantas. Jardins dão sentido ao tempo, quando nos ensinam a esperar e a acreditar nas flores que virão um dia.
Não duvide. Andam juntas. Daí os aduladores nem precisarem de muita competência para convencerem os adulados acerca dos esplendores e grandezas de suas qualidades. Mas como representar algo tão feio que se pensa belo? Não sei... mas a vaidade deve florescer na cabeça, a boca aberta pronta a soltar tantas palavras, o olhar seco. A forma pode ser inconcludente, é verdade, mas a figura mostra o seu chifre único e linear. Ele serve para que a gente não se esqueça de que a lisonja tem sempre objetivos muito precisos. Agora, acerca de crer ou não crer, vai da vaidade de cada um. Enfim, a bíblica vaidade das vaidades que o Eclesiastes já consagrou.

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