Noites, madrugadas, palavras que soam como ruídos e ruídos que soam como palavras. Como assim? As teclas agora mesmo que, tocadas, se reorientam nas letras, depois nas palavras, na barra de espaço. Instantes que se seguem, infinitos encadeados que reclamam um sentido. São fluxo, água, vida: fluidez confusa que reclama conceitos com receio de cair na pura abstração. Linhas que se transformam em maçãs, seguramente vermelhas, como garantia de que não se confundam com todo o resto. Um pouco como eu só que sem mim.
Eu não levaria tão a sério. Mas, em parte, merece aparecer por aqui esse acidente fotográfico que fideliza uma realidade indiscutível e, mesmo assim, absurda. Portanto, eis um fantasma plasmado. Um fantasma clássico, do tempo dos lençóis esvoaçantes, dos ambientes sinistros, das luzes incertas. Ele parece andar por corredores embaralhados. Flutuante. Leve. Assombroso. Assombrado. Assombração.

Comentários
Postar um comentário