Pinceladas inseguras. É o que acontece quando não se tem a aquarela, e a tinta acrílica diluída faz as vezes do material faltante. Mas, se dá vontade, a gente parte no impulso. Acha o papel, os pinceis que estão mais à mão, a tinta, qualquer uma que dilua na água. É a vontade de riscar, de pintar, de colorir, de trazer à existência qualquer coisa que não existia antes e que agora, sim, toma conta de seu canto no mundo, mesmo que seja apenas uma cantinho virtual, que fica em lugar nenhum, sem concretude nem relevância. Por nada. Por hoje.
Eu não levaria tão a sério. Mas, em parte, merece aparecer por aqui esse acidente fotográfico que fideliza uma realidade indiscutível e, mesmo assim, absurda. Portanto, eis um fantasma plasmado. Um fantasma clássico, do tempo dos lençóis esvoaçantes, dos ambientes sinistros, das luzes incertas. Ele parece andar por corredores embaralhados. Flutuante. Leve. Assombroso. Assombrado. Assombração.

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