O que seriam flores tristes? Porque parece contraditório, inteiramente, que houvesse. Mas pode haver, sim, flores tristes. Quando murcham. Dir-se-ia, quando envelhecem. E se envelhecerem enquanto atadas por uma fita, formando um ramalhete, mais triste ainda se como tal murcharem, decepcionadas, por conta da alegria que não veio.
Não duvide. Andam juntas. Daí os aduladores nem precisarem de muita competência para convencerem os adulados acerca dos esplendores e grandezas de suas qualidades. Mas como representar algo tão feio que se pensa belo? Não sei... mas a vaidade deve florescer na cabeça, a boca aberta pronta a soltar tantas palavras, o olhar seco. A forma pode ser inconcludente, é verdade, mas a figura mostra o seu chifre único e linear. Ele serve para que a gente não se esqueça de que a lisonja tem sempre objetivos muito precisos. Agora, acerca de crer ou não crer, vai da vaidade de cada um. Enfim, a bíblica vaidade das vaidades que o Eclesiastes já consagrou.

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