O que seriam flores tristes? Porque parece contraditório, inteiramente, que houvesse. Mas pode haver, sim, flores tristes. Quando murcham. Dir-se-ia, quando envelhecem. E se envelhecerem enquanto atadas por uma fita, formando um ramalhete, mais triste ainda se como tal murcharem, decepcionadas, por conta da alegria que não veio.
Eu não levaria tão a sério. Mas, em parte, merece aparecer por aqui esse acidente fotográfico que fideliza uma realidade indiscutível e, mesmo assim, absurda. Portanto, eis um fantasma plasmado. Um fantasma clássico, do tempo dos lençóis esvoaçantes, dos ambientes sinistros, das luzes incertas. Ele parece andar por corredores embaralhados. Flutuante. Leve. Assombroso. Assombrado. Assombração.

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