Alguém me disse um dia, das violetas, que elas eram tímidas. Eu deveria talvez por aí entender que elas, por pura timidez, se escondiam às vezes sob as folhas. Toma-se isso hoje por poesia, não por verdade. Que a verdade é seca e sem graça, e vai dizer que somos nós que projetamos sobre as pobres violetas os nossos confusos sentimentos.
Eu não levaria tão a sério. Mas, em parte, merece aparecer por aqui esse acidente fotográfico que fideliza uma realidade indiscutível e, mesmo assim, absurda. Portanto, eis um fantasma plasmado. Um fantasma clássico, do tempo dos lençóis esvoaçantes, dos ambientes sinistros, das luzes incertas. Ele parece andar por corredores embaralhados. Flutuante. Leve. Assombroso. Assombrado. Assombração.

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